skip to main |
skip to sidebar
O que era, foi e não é mais.
Não é mais, mas foi.
É o que era.
Mais não,
Foi.
E era.
Foi o que não é mais.
Era o que foi.
Era o que era.
Se foi e era
É o que
Não mais é.
O que não é mais.
Era.
E se foi.
Era.
Foi.
Mas...

Posso dizer que segunda(20/11) foi um dia, no mínimo, cômico! Madruguei para ir para a faculdade, e devido às duas horas praticamente de viagem, cheguei em Gramado quase às 13h30min. Bom, no caminho de casa percebi alguma coisas diferentes, lojas sem brilho, sem luz, mas nem dei muita bola. Quando cheguei em casa, eis minha surpresa! A cidade toda sem um traço de luz.... Não sabia pelo que eu me desesperava primeiro: Se pelo almoço, agora frio, que não teria como esquentar, porque se colocasse batata-frita e ovo frito na panela iria virar um guisado nada apetitoso! Ou se pelos meus dois lindos trabalhos da faculdade para entregar esta semana, que estão bem atrasados ainda por sinal... Afinal nos programamos e sem nenhuma pista perdemos a noção das coisas.
Eu havia virado uma barata tonta, andava de um lado para o outro na casa, mas não encontrava saída... e continuava com fome! Até que decidi dar uma volta no centro e acabei almoçando cachorro-quente mesmo! Bom, voltei e nada da luz...Comecei a ler histórias infantis para uns dos trabalhos... Ia no banheiro, ligava a luz e brigava com o interruptor até lembrar que simplesmente NÃO tinha luz. Liguei o computador várias vezes, sem nem mesmo me dar conta, naqueles impulsos provocados pelo hábito. Tentei ligar o rádio e nada (por um momento até pensei na hipótese que ele funcionaria... mas como?! Ele precisava de luz também...)
Bom, a tarde foi passando e fui ao médico levar minha vacina pra rinite como em toda segunda-feira. O médico também se atrasou e aquele consultório, que já não era assim muito colorido, perdeu toda a vida. Minha outra médica só reclamava e só rezava para não ter que ir correndo pra Canela, afinal ela estava de plantão, porém o carro (graças à garagem automática) não tinha como ser libertado! É, foi um dia e tanto.... Teria aula de inglês, mas sem chance, o breu agora havia tomado conta da cidade, mesmo o dia estando claro lá fora!
Ah eletricidade.... No que foi que você nos transformou? Chegou uma hora que sentei na minha cama e só me limitei a rir, porque eu parecia uma completa estranha dentro de casa, parecia que tudo havia perdido o sentido. E sabe de uma coisa? Foi perdendo o sentindo que o recuperei! Pode parecer brincadeira, mas a vida fez muito mais sentido sem luz, porque assim virei sujeito dela novamente, não um objeto que precisa de energia elétrica para funcionar. Lembrei que eu tinha pilhas novinhas para serem usadas e que aí poderia estar a revelação do grande mistério da falta de tempo, do mau-humor, das crises, dos medos, etc. Sem luz me permiti fazer coisas que não fazia, como comer cachorro-quente de almoço, deitar no sofá depois do almoço e brincar com meu pai e meu irmão(um jogo que por sinal inventamos por causa da falta de luz, e há muito não me divertia assim com os dois). Com tanta gente ligando pra RGE e reclamando, e eu, por mais que tenha sido prejudicada(mas não tanto quanto as sorveterias, as fábricas de chocolate e tantos outros estabelecimentos), prefiro agradecer a oportunidade de enxergar minha vida dependendo única e exclusivamente da minha própria criatividade.