Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, just as fair,
And having perhaps the better claim
Because it was grassy and wanted wear,
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I marked the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I,
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.
Robert Frost
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Carlos Drummond de Andrade
As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Freedom

I'm just feeling amazing happy today... It's like I recovered my own dreams, my own sensations!
I discovered that all this time I missed myself ... I missed my privacy... My chances, my luck!
It's like I'm my own destiny again, and that rocks!
More than want, I NEED adventures, new plans, new targets, new objectives. Above all: NEW LIFE!
I'm gonna enjoy myself a lot, feel it on my skin. Start filling new blank pages before me.
I'm lovin' it!
quarta-feira, dezembro 19, 2007
What's life for?

What's life for, but learning???
Yes.. That's what life is about: Experiences!
Day by day Someone "up there" gives us another chance to catch every moment and make it become meaningful for our life.
I've learnt a lot about this subject... In the beginning it hurts when you see that maybe you didn't think it is worth to live your life with no big deals, and complainings, but with freedom and big challenges.
You see that you spent your days maybe with someone that wasn't that good to you at all... someone that didn't care about your feelings. And that hurts even more!
You stop and ask yourself: " Did I deserve it?"
Maybe yes, maybe not... the point is that we think it will never happen to us... and when it finally happens, your world falls down in a second... And it becomes harder and harder to love again with no limits or reservations - by the other hand, maybe the right is living with some limits... propably they are in your heart because of your experience.. and that's amazing!
Well... Sometimes I pray to understand the people around me... but I noticed that the thing is: human beings aren't understandable.
We only know something about ourselves when someone arrives and tells us.. that's how we start looking at the mirror and seeing who we really are, with a collection of masks to use in every single moment...
Know what? Above all I'm happy for the bad things that happen to us... Because I know I'm becoming so much better!!!!!!!!!!!
Thanks for hurting me at all... I'm stronger and being strong is my "slogan" from now on...
quinta-feira, outubro 04, 2007
Para que?

Para que gritar, se é possível silenciar?
Para que mentir, se a verdade sempre aparece?
Para que me zangar, se posso sorrir?
Para que serve o estresse, se a paz é que me faz bem?
Para que trabalhar tanto, se a vida é só uma?
Para que chorar, se as lágrimas não solucionam o problema?
Para que bater, se a dor que causarei não diminuirá a mágoa?
Para que fugir, se levo comigo as angústias?
Para que correr tanto, se a felicidade anda sempre comigo?
Para que, afinal? Quem souber que me responda o que é ser humano! Se o racionício é a nossa diferença, por que raciocinamos tão errado, então?! (na maior parte das vezes...)
Para que?
Pára! O segundo que acaba de passar é a vida que se perde em longas prestações!
Para que mentir, se a verdade sempre aparece?
Para que me zangar, se posso sorrir?
Para que serve o estresse, se a paz é que me faz bem?
Para que trabalhar tanto, se a vida é só uma?
Para que chorar, se as lágrimas não solucionam o problema?
Para que bater, se a dor que causarei não diminuirá a mágoa?
Para que fugir, se levo comigo as angústias?
Para que correr tanto, se a felicidade anda sempre comigo?
Para que, afinal? Quem souber que me responda o que é ser humano! Se o racionício é a nossa diferença, por que raciocinamos tão errado, então?! (na maior parte das vezes...)
Para que?
Pára! O segundo que acaba de passar é a vida que se perde em longas prestações!
terça-feira, janeiro 30, 2007
Subjetiva

LIANE: Originário do Grego: raio de luz ou lua (forma curta de Eliane)
LIANA — (francês) — Vinha trepadeira, parreiral, cipó.
LIANE – Forma francesa de Liana.
LIANA — (francês) — Vinha trepadeira, parreiral, cipó.
LIANE – Forma francesa de Liana.
Pois bem, meu nome sempre foi um ponto crítico na minha vida. Passei o tempo de colégio inteiro – o que se prolonga ao presente – repetindo meu nome, umas três vezes no mínimo!
- Nome?
- Liane
- O quê? Eliana?
- Não, LianE.
- Eliani?
- Não, não... L-I-A-N-E!
- Ah!?
Tudo bem,sei que muitas e muitas pessoas passam por isso, mas vamos convir que Liane está mesmo longe de ser um nome comum. Quando pequena, queria me chamar Amanda, Juliana, Ana, Gabriela, Tatiana... Qualquer coisa, menos Liane. Me achava um objeto não identificado porque eram poucos os que realmente compreendiam minha identidade nominal.
Durante minha vida tive tudo que é apelido: Lia, Lichie(pela parte germânica da família), Tia Lili, Lili(que eu odeio até hoje), Lay, Layeine, Layeina, e, por fim, minha mais jovem prima decidiu me chamar de Ane, diminutivo que pegou de seu irmão que me chamava de Iani. É... formas criativas para facilitar meu nome quase “estranbólico” não faltaram!
Depois de tantas tentativas frustradas de anunciar meu nome às pessoas, estou optando por perder alguns minutos e explicar que sim, é LIANE, por mais estranho que isso possa soar.
Fico pensando nas razões que levam as pessoas a nomearem seus filhos. Já vi tanta coisa absurda. A mais recente foi Gleguer, como deveria se chamar meu próximo afilhado. Sorte que vem por aí uma menina! Ufa!
É Dienifer pra cá, Uilian pra lá. Opções não faltam. Afinal, o povo é culto! Nome estrangeiro é “uó do borogodó” hoje em dia!
Mas, tá bom! Existe até serpente com meu nome... É coisa rara, como eu, claro! Vou parando por aqui que essas paranóias já foram longe demais. Nome é nome e ponto. No fundo, acho Liane bonito e original. Sem imitações!
Me despeço com o simples:
Lih – que um dia foi Li, mas com a era digital fica mais “chique bem”!
sábado, janeiro 20, 2007
Minhas páginas, nossa vida

“A literatura não é como tantos supõem, um passatempo. É uma nutrição.” Cecília Meirelles
Nesta semana, falava sobre como, em alguns anos, gostaríamos de poder ter uma biografia nossa, com cada detalhe que passou, para que – lendo-a – pudéssemos sentir ainda forte o que sentíamos e, lembrarmos como éramos, ou não, felizes.
Por alguns anos, consegui manter atualizado um diário. E, hoje, quando o leio, o coração bate mais forte e, à vezes, sente vontade de parar de vez. Tantas coisas. Se não as tivesse anotado, estaria tudo perdido em algum canto da memória.
Ah.. memória! Quando penso que ela é boa, lembro-me que nestas horas ela se torna a pior vilã que poderia existir. Escolhendo, segundo a sua justiça, os momentos mais importantes para serem guardados, acaba nos afastando de tantos outros, que – por mais que nos exercitemos para lembrar – apenas encontramos frágeis resquícios no fundo de nossas almas.
Passado...
Presente...
Gosto de me definir como Cecília Meirelles “novos e antigos todos os dias”, sempre e nunca a mesma. Me faz bem refletir sobre essa “metamorfose ambulante”. Aprecio ler meus registros, porque me sinto mais próxima de mim mesma. Mais eu mesma, de alguma forma. Frágil e forte. Madura e taão infantil. Grande, mas tão pequena. Esperta, mas tão ingênua.
O passado mexe tanto comigo. Como se minha vida fosse um furacão, capturando com seus fortes ventos, cada vez mais formas, emoções, sentidos. E é bom viver isso. Nas minhas anotações, sempre escrevia.. “Registro para lembrar-me de mim mesma. Como eu era. O que eu era. O que queria ser. E por quê.” Anotava, também, na esperança de que isso realmente acontecesse, o desejo de daqui a uns bons anos, pudesse sentar-me, ler-me, e sentir tanta saudade a ponto de muitas lágrimas brotarem dos meus olhos, num sinal de harmonia comigo mesma, de sensação de tarefa cumprida, de realização pessoal.
Nossa história é algo tão frágil. A vida vai passando, passando... E a gente vai vivendo-a sem ter, muitas vezes, noção do que estamos fazendo. Foram tantas as experiências vividas, que mesmo o diário é insuficiente para relembrá-las. Sempre gostei de pensar que um dia, em algum lugar, encontraria um meio de reviver o meu viver. Recuperar sentimentos. Visualizar novamente momentos importantes. Esta é a minha idéia de Céu. Um lugar para reencontrar a mim mesma, minhas memórias, sabendo que o que tinha que ser feito, foi feito. Tarefa cumprida.
Justamente por meu sistema de armazenamento de memórias ser tão instável, gosto de saber que tenho bons amigos à minha volta para serem testemunhas vivas da minha própria existência. Diários permanentes dos meus passos. Os quais um dia dirão... “Lembra?” E eu direi: “Como poderia esquecer?”
Um muito obrigado aos meus fiéis amigos do peito, a quem devo muitas emoções. Sem vocês, eu estaria bem longe de mim. A cada dia, recebo como uma dádiva, mais páginas em branco para que vocês me ajudem a escrever, e como ajudam bem!
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Biografia

Escreverás meu nome com todas as letras, com todas as datas,— e não serei eu.
Repetirás o que me ouviste,o que leste de mim, e mostraras meu retrato,—- e nada disso serei eu
Dirás coisas imaginárias,invenções sutis, engenhosas teorias,— e continuarei ausente,
Somos uma difícil unidade, de muitos instantes mínimos,— isso serei eu,
Mil fragmentos somos, em jogo misterioso, aproximamo-nos e afastamo-nos, eternamente,— Como me poderão encontrar?
Novos e antigos todos os dias,transparentes e opacos, segundo o giro da luz,nós mesmos nos procuramos.
E por entre as circunstâncias fluímos,leves e livres corno a cascata pelas pedras.— Que mortal nos poderia prender?
Cecília Meirelles
quarta-feira, janeiro 10, 2007
I miss you

Eu sinto saudade...
Saudade de tanta gente, de tanta coisa, de tanto tempo que passou, de tantas feridas que faziam viver enquanto cicatrizavam, de tantos sorrisos que me deram, de tantos amigos que mudaram, de tantas pessoas que me deixaram, de tantos olhares que perdi, de inúmeras vezes que caí e me construí assim como sou.
Dizem que devemos ver o lado positivo dos fatos. Sim! Eu sempre procuro fazer isto... Agora, porém, quero falar da dor... Entenda bem que não sou infeliz pela saudade que sinto. Apenas quero desabafar que a sinto. Simples assim.
Acredito que uma lição a vida nunca vai conseguir me ensinar. Nunca aprendi a me acostumar a me distanciar das coisas que amo. Nunca sentirei uma saudade sem dor. Nunca saberei lembrar do que me traz saudade sem que lágrimas brotem de meus olhos, os quais, lubrificando-se, tentam encontrar resquícios de imagens daquilo que se foi.
Escrevo não por bel-prazer, mas por necessidade. Cada palavra que nasce sabe a dor ou a alegria que carrega. Às vezes, tenho a nítida impressão que só as palavras que surgem sós, mas que significam juntas, poderiam entender o que dói a minha saudade.
Lendo Mitch Albom, autor de “As cinco pessoas que você encontra no céu”, confirmei a certeza que sempre tive que me dizia que sim, tudo tem uma razão de ser. Que vivemos numa ampla teia de ligações e que temos o poder de mudar o destino dos outros com pequenos gestos.
Sei que cada pessoa que passou pela minha vida, traçou parte da minha história, construiu atalhos para caminhos, muitas vezes desconhecidos, e fez diferença no meu viver. Desde uma infância compartilhada, até um semestre de faculdade. Não interessa o tempo. Passando no nosso caminho, será o suficiente para mudar nosso destino (não destino supersticioso, mas o lugar onde chegaremos um dia).
Sendo assim, me parece justa minha saudade dolorida. Ela não se deixa entender. Não entendemos a razão de nos separarmos de quem gostamos, ou de não significarmos o que significávamos, ou de termos valorizado mais do que nos valorizaram.
Minha saudade foi guardada, para ser chamada em outro momento de incompreensão minha, na tentativa de me mostrar – mais uma vez – que “para tudo há um tempo debaixo do céu”. Tempo de encontrar e de se afastar. Tempo de sorrir e tempo de chorar. Tempo de abraçar e tempo de relembrar. Tempo este que nunca chegará nem perto do meu sutil entendimento.
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