sábado, fevereiro 09, 2008

Não há coincidências


" Talvez me tenha viciado nesta forma estúpida, desgastante e estéril de viver, mas não consigo parar, para mim a vertigem está em ficar quieta, em não sentir, em acordar de manhã e pensar que minha vida é cheia de nada porque não amo ninguém. É por isso que continuo a entregar-me, confiando mais no meu instinto do que no meu bom senso, tão fraco e escasso, coitado, atenta ao coração e surda da cabeça. [...] Não quero uma pessoa feita à minha medida em que tudo encaixe como uma luva, quero alguém suficientemente igual para me dar conforto e suficientemente diferente para que eu tenha sempre alguma coisa a aprender." Margarida Rebelo Pinto - Não há coincidências.

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